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.................................................................................... -ao Augusto Mota
é o vigésimo segundo dia do mês de Janeiro
”esse ponto exacto à volta do qual tudo oscila
testemunha do balanço entre a noite de um inverno exterior e
a aurora de uma primavera interior”
é vigésimo segundo dia do mês de Janeiro
o rito
a celebração da arte na Arte
sabemo.nos presos a um corpo
à matéria e
recusamos aceitar ser esse o local da nossa morte
um corpo nada mais é do que um fim que
é o vigésimo segundo dia do mês de Janeiro
”esse ponto exacto à volta do qual tudo oscila
testemunha do balanço entre a noite de um inverno exterior e
a aurora de uma primavera interior”
é vigésimo segundo dia do mês de Janeiro
o rito
a celebração da arte na Arte
sabemo.nos presos a um corpo
à matéria e
recusamos aceitar ser esse o local da nossa morte
um corpo nada mais é do que um fim que
se elabora num erro
só podemos aspirar aos objectos que
tenham o estatuto de pensamento mas
também neste caso
os objectos tornam.se insuportáveis
na medida em que o corpo
como objecto criador do pensamento
também é insuportável
é esta deficiência técnica que
para os cépticos como eu
faz surgir a estranheza e o medo da morte tudo isto é um erro primeiro por
que na dicotomia objecto /corpo
objecto/pensamento
há uma verdade insofismável
cada um ao nascer transporta em si um cadáver
segundo por
que há que aprender os limites da ideia
há que saber os limites da linguagem
há que saber ser nos limites
da linguagem e da matéria
calcular a distância
entre a matéria e o pensamento
entre a nossa vontade perceptiva e
o estado real do objecto por
que a mesma pode resultar da fuga do objecto
este deixa de ser para querer ser
os objectos tornam.se insuportáveis
na medida em que o corpo
como objecto criador do pensamento
também é insuportável
é esta deficiência técnica que
para os cépticos como eu
faz surgir a estranheza e o medo da morte tudo isto é um erro primeiro por
que na dicotomia objecto /corpo
objecto/pensamento
há uma verdade insofismável
cada um ao nascer transporta em si um cadáver
segundo por
que há que aprender os limites da ideia
há que saber os limites da linguagem
há que saber ser nos limites
da linguagem e da matéria
calcular a distância
entre a matéria e o pensamento
entre a nossa vontade perceptiva e
o estado real do objecto por
que a mesma pode resultar da fuga do objecto
este deixa de ser para querer ser
os objectos podem deixar de existir
para existir a esperança do objecto que
especifica a fuga e a ausência e
esta é a forma de consciencializar uma afeição mas
a falta do objecto nunca nos faz aproximar dele por
que o que amamos é a ausência
a deslocação
a esperança do objecto
”estamos sós com aquilo que amamos”
-escreveu Friedrich Novalis
julgo imperioso cultivar o espaço bruto se
quisermos escrever o poema
deambulamos num espaço vazio que
para existir a esperança do objecto que
especifica a fuga e a ausência e
esta é a forma de consciencializar uma afeição mas
a falta do objecto nunca nos faz aproximar dele por
que o que amamos é a ausência
a deslocação
a esperança do objecto
”estamos sós com aquilo que amamos”
-escreveu Friedrich Novalis
julgo imperioso cultivar o espaço bruto se
quisermos escrever o poema
deambulamos num espaço vazio que
fica entre corpos e ideias
nomes e/ou objectos
como preencher esse vazio?
nomes e/ou objectos
como preencher esse vazio?
um Poeta
sobe as montanhas da Palavra e aí
entre o dia e a noite
julga.se um fugitivo
sem saber que nunca sai do mesmo lugar
deseja ser um grito e ter asas de ouro
mergulha a fronte suave nas mãos geladas e
deixa o corpo cair
sonha
procura na terra negra uma flor azul
sabe da escuridão e do frio que
enchem o vazio e
então só
então
cumpre.se na Ausência





4 comentários:
porque dia 22 de Janeiro é um dia muito especial ,deixo ,a um Amigo especial ,um beijo de parabéns
23:58( para o ano cá estaremos ,para erguer ,de novo ,a taça de champanhe ,prometes? )
maria gabriela
de facto a poesia aliada à música é excelente. Visitem também o site www.emma-actividades-musicais.pt
11:14Subo as montanhas da Palavra para, entre o dia e a noite, não fugir de mim mesmo, antes continuar a incessante busca da luminescente flor azul que há-de iluminar as veredas rente aos precipícios do Sonho, para tornar mais suportável o corpo, como criador de experiências e de pensamentos.
00:42Agradeço as palavras que encantam o poema e encantaram o dia!
Um abraço e bêjos do
Augusto Mota
Como poeta não sou, ergo, aos Poetas que sobem as Montanhas da Palavra e da Arte, a minha taça repleta de gratidão e amizade, desejando que, não sendo a matéria o fim último, assim o espero e por isso vivo, nos encontremos ano após ano,para comemorarmos os estarmos vivos.
12:18Será que a flor azul que nos atrai, não se cumpre só na Ausência? Será que só aqui a vida se consente...?
Beijos e parabéns aos dois .
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